Arquitetura e design de interiores: tendências para os próximos anos

Algumas tendências na arquitetura e design de interiores vieram para ficar durante os próximos anos. Isso porque, a expectativa é de que o comportamento do cliente continue o mesmo e que se intensifique a busca pelo bem-estar, conforto e multifuncionalidade. 

Neste artigo, listamos as principais delas e ainda demonstramos a importância em acompanhar essas mudanças. 

Boa leitura!

Por que acompanhar as tendências da arquitetura e design de interiores?

As mudanças na sociedade, com o passar do tempo, geram impactos na indústria do consumo como um todo, incluindo a arquitetura e design de interiores. Essas alterações são resultados de diferentes ações, mas que tendem a afetar o comportamento das pessoas no dia a dia. Consequentemente, isso influenciará as formas de realizar diversas atividades. 

Um bom exemplo dessa transformação, e o mais recente, está na pandemia. Com o distanciamento social e com a quarentena, as maneiras de enxergar e lidar com o mundo mudaram. Certas preocupações se tornaram prioridade, como a procura pelo bem-estar e a saúde, por exemplo. Da mesma forma que a casa se transformou no ambiente responsável por centralizar as atividades. 

Logo, foi preciso adaptar espaços para torná-los multifuncionais e confortáveis. As rotinas foram reestruturadas e a convivência aflorada. Tudo isso abala o comportamento quanto ao consumo. Isto é, as compras online ganharam mais espaço, as experiências e a personalização se destacaram como exigências do consumidor e as reformas foram mais enfatizadas, sejam elas grandes ou pequenas, para acompanhar esses processos. 

Uma pesquisa da Casa do Construtor, citada pela Agência Brasil, afirma que 68% dos brasileiros realizaram algum tipo de reforma em suas casas entre 2020 e 2021. E 38% dos entrevistados disseram que essa é uma consequência direta dos novos hábitos gerados pela pandemia.

Além disso, o relatório apontou que 70% das pessoas ainda pretendem realizar algum tipo de obra ou mudança em seus lares. Isso indica uma certa possibilidade de permanência desta tendência.

A expectativa para os próximos anos

Apesar de algumas das atividades estarem retomando as suas rotinas pré-pandemia, o comportamento do cliente já não é mais o mesmo. Nada será consumido como anteriormente. 

A tendência é que continue as exigências quanto a qualidade dos produtos/serviços e a valorização dos espaços da casa. Afinal, o que realmente modificou foi a perspectiva das pessoas quanto às suas atividades diárias e a sociedade. 

No entanto, essas transformações serão recorrentes em um mundo cada vez mais digitalizado. Algumas delas ganharão maiores repercussões, intensidade e importância que as outras. Mas ao longo dos anos ainda presenciaremos diferentes alterações. 

Por isso a necessidade de sempre acompanhar as tendências, tendo em vista que elas serão sempre uma resposta às mudanças comportamentais dos clientes e das pessoas no geral.

E claro, o profissional que compreende todas essas mudanças tende a se destacar no mercado de trabalho. Afinal, ele será capaz de entregar as melhores experiências, e assim, garantir a satisfação do cliente.

Principais tendências da arquitetura e decoração

Diante desse contexto, é possível apresentar algumas das tendências da arquitetura e decoração que estarão presentes nos próximos anos. Listamos a seguir as principais. Confira!

Mudanças de função dos ambientes

Como comentamos brevemente, os espaços e ambientes das casas precisaram se adaptar para atender às novas demandas. Para a arquitetura e design de interiores isso significa torná-los mais aconchegantes, confortáveis e, principalmente, multifuncionais. 

É possível citar algumas das principais transformações neste quesito, como as mudanças com a entrada dos lares. Foi preciso adotar móveis, prateleiras ou utensílios que colaboraram com a separação de elementos que não poderiam seguir para o interior da casa, como sapatos, máscaras, álcool em gel e chaves, por exemplo. 

Mesmo que não houvesse um espaço para o hall, foram desenvolvidas soluções criativas para afastar esses itens, sem afetar a composição de cada ambiente. Por exemplo, a adoção de ganchos e caixotes.

Da mesma forma que quartos e salas de estar foram melhor aproveitados para a criação de ambientes destinados ao home-office. A cozinha foi reformulada para ter hortas, seguindo a tendência quanto ao bem-estar, além de novos cantos para os pets.

E em todo esse novo cenário a porta se tornou um grande elemento da decoração. A potência deste elemento está na possibilidade de demonstração de personalidade aos cômodos e de manter a coerência entre os designs de cada espaço, sem deixar de reforçar as funções quanto a divisão de espaço. 

Isso porque para que os ambientes se tornem multifuncionais, elas precisam se adaptar a este contexto. Aqui as portas de correr se destacaram por serem flexíveis e por otimizarem espaço. Além disso, sua horizontalidade contribui com a função de separação de cômodos e com a de decoração. 

Foco no bem-estar e no design biofílico 

O foco na tranquilidade e conforto gerou também outros comportamentos. Um estudo realizado pela Planner 5D, apontado pela Casa e Jardim, afirma que o bem-estar foi o motivo para a reforma em lares de 20% dos brasileiros. Sendo as principais melhorias destinadas à qualidade do ar, decoração e iluminação.

A pesquisa também reforçou que os brasileiros são os que mais procuraram por profissionais de arquitetura e design de interiores.

E outra pesquisa, também citada pela Casa e Jardim, afirma que 45% dos brasileiros optaram por expandir suas áreas de lazer dentro de casa, durante a pandemia, como busca para gerar maior bem-estar. 

Tudo isso reforça a necessidade de espaços multifuncionais. No entanto, aqui o intuito é que eles sejam usados durante a prática de exercícios, meditação, yoga e tudo aquilo que colabore com a manutenção da saúde.

Logo, a decoração precisa gerar um apelo às necessidades físicas e mentais. A casa precisa despertar os melhores sentimentos, visto que antes, no início da quarentena, ela significava privação. 

Portanto, o design biofílico aparece como solução a esta demanda. Elementos naturais como pedras, plantas, bambu, madeira ganham destaque. Assim como espaços para descanso e apreciação da natureza. Tudo isso traz a sensação de ar puro, serenidade e bem-estar.

Importante que também seja reforçado a sustentabilidade, garantindo qualidade de vida física e mental, além da preservação ao meio ambiente.

A força do minimalismo e do design comfy

O minimalismo é uma tendência que complementa a busca por maior bem-estar na arquitetura e design de interiores. Essa é uma vertente da decoração, e um estilo de vida, que elimina o desnecessário e garante a multifuncionalidade dos espaços. 

Da mesma forma que surge a necessidade de tornar os ambientes e a casa, no geral, mais confortáveis. Por isso o emprego do termo “comfy”, que vem do inglês e significa, justamente, a palavra “confortável”. 

Então, deve-se integrar os cômodos de maneira inteligente para manter o essencial e otimizar os espaços. É preciso considerar a individualidade de todos residentes para assim, assegurar o conforto de cada um. 

As soluções criativas e inovadoras para o melhor aproveitamento dos espaços ganham evidência. Da mesma forma que tecidos, móveis e acessórios confortáveis ao toque e que geram a sensação de proteção e comodidade, têm maior valor agregado nos projetos.

Texturas, tons e móveis com curvas

A textura, os tons e os móveis também precisam corresponder às novas tendências, prioridades e comportamentos dos clientes. 

Aqui, as cores precisam fazer referência à natureza, terra, barro e madeira. Além disso, há a tendência de utilizar cores neutras e calmas, como o azul claro, por exemplo. Inclusive, estes tons harmonizam com as cores mais terrosas. 

A madeira pode estar presente nas portas e móveis, por exemplo. Esses itens em formas orgânicas geram maior sensação de contato com a natureza.

Necessário também realizar jogos de luzes naturais. Isso não só trará maior destaque às cores, como também garantirá conforto e bem-estar.

Já os móveis em curvas geram a impressão de formatos mais próximos da natureza, causando conforto e suavidade. Eles estarão presentes em bancadas, sofás, espelhos, cadeiras, pinturas e outros elementos. 

Essa é uma tendência da arquitetura e decoração atrelada a nostalgia e a necessidade de se conectar com lembranças afetivas, já que esses formatos são referências dos anos 60 e 70. 

Utilize as portas como um elemento de decoração em seus projetos

Como vimos durante o texto, a expectativa é de que essas tendências da arquitetura e design de interiores permaneçam para os próximos anos. A ideia é de que os clientes sejam cada vez mais caseiros e valorizem mais os espaços e ambientes. 

É importante entender também como as portas são elementos importantes de decoração para começar a aplicar essas novidades. Então, baixe gratuitamente o nosso eBook para compreender o valor deste item para os seus projetos.

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